sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Será que ainda vivemos no tempo das cavernas?




É preciso coragem para sermos felizes?
Há quem diga que sim.

Coragem: do latim coraticum
cor = coração
aticum = ação referente à partícula anterior

Já reparou que coragem significa uma acção do coração?

A nossa sociedade não é uma sociedade que prioriza as decisões do coração. E até é compreensível. Porque antes de qualquer coisa, nós somos animais e temos estruturas cerebrais que regem a grande parte dos nossos comportamentos. 

Dentro dessa estruturas temos o chamado cérebro reptiliano (uma amígdala cerebral localizada na parte posterior da cabeça) que na época das cavernas ditava que os homens andassem em bando. 

Naquela época, face aos perigos existentes, era importante que os homens andassem em bando. Estamos a falar de uma época em que animais gigantes dominavam a superfície do planeta e se o homem decidisse separar-se de um bando simplesmente porque o coração dele dizia que aquele não era o melhor lugar para ele viver, ele certamente iria ser atacado ou morreria de frio na primeira noite. 

Mas nós não estamos mais a viver na época das cavernas!

Mas continuamos a agir como se os riscos fossem os mesmos. Para o nosso cérebro e para o nosso ego, risco é risco. O cérebro reptiliano continua a fazer parte do nosso sistema fisiológico.

Mas, no nosso próprio processo evolutivo, hoje o nosso cérebro é muito diferente do dos nossos ancestrais. Temos também o neocórtex (situado na parte frontal da cabeça), designação dada a todas as áreas mais evoluídas do córtex cerebral e neste processo evolutivo do cérebro esta foi a parte que  mais recentes transformações sofreu.  

Nos humanos 76% do volume do cérebro é ocupado pelo neocórtex, responsável pelo pensamento lógico e pelo  raciocínio. Usamos o nosso neocórtex para não estarmos mais em constante instinto de fuga e auto-protecção, tão necessária lá atrás na época das cavernas.

Mas o caminho do coração não é um caminho de resistência nem segurança. O caminho do coração prioriza algumas perguntas em detrimento de outras.

Perguntas do tipo: "Porque é que isto está a acontecer comigo?" "O que eu fiz para merecer isto?" "Porque é que eu estou a passar por isto?"
Estas são perguntas que apenas aumentam mais vitimização na sua vida. 
Não são perguntas que o levam além nem acrescentam nenhum propósito à experiência que está a viver. 

Perguntas poderosas e criativas como
"Quem sou eu depois de passar por uma experiência como esta?" "O que é que uma experiência como esta acrescenta algo de positivo à minha vida?" "Qual é a habilidade que determinada situação está a desenvolver em mim?" "O que posso fazer para melhorar?" "Como posso ultrapassar este desafio com facilidade?"

Estas são as perguntas do coração.

As perguntas de vitimização alimentam apenas o ego e a mente que continua a acreditar que ela estaria mais feliz se algo não estivesse a acontecer.

O caminho do coração é um caminho que vê a gratidão, o propósito e a transformação.


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